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Ozonioterapia — cuidado complementar com aplicação controlada e responsável.

A ozonioterapia utiliza uma mistura de oxigênio e ozônio medicinal em aplicações específicas e controladas, sempre como recurso complementar e dentro das indicações autorizadas para o equipamento utilizado. O tratamento começa com avaliação individual, definição dos objetivos e análise cuidadosa de sua aplicabilidade.

Aplicação de ozonioterapia na Clínica Thiago Gusmão
O que é a Ozonioterapia?

Uma prática complementar, com aplicação técnica.

A ozonioterapia é uma prática complementar que utiliza uma mistura composta por oxigênio medicinal e ozônio, em concentrações definidas para cada caso.

O ozônio é uma molécula composta por três átomos de oxigênio e possui alta capacidade oxidante. Em aplicações locais, controladas e especificamente indicadas, pode apresentar ação antimicrobiana e atuar como recurso auxiliar em determinados processos de cuidado dos tecidos.

Por se tratar de uma substância biologicamente ativa, sua concentração, forma de aplicação e finalidade requerem conformidade com as instruções do equipamento e com as normas sanitárias.

Marco legal

Uma terapia de caráter complementar

A ozonioterapia não substitui o diagnóstico, o acompanhamento clínico ou o tratamento principal indicado para cada condição.

No Brasil, a Lei nº 14.648/2023 autoriza sua realização como procedimento complementar, estabelecendo que:

  • Seja realizada por profissional de saúde de nível superior
  • O profissional esteja inscrito em seu conselho de fiscalização
  • Seja utilizado equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Anvisa
  • O paciente seja informado sobre o caráter complementar do procedimento

O texto integral pode ser consultado na Lei nº 14.648/2023.

Mecanismo de ação

Como o ozônio atua?

Ação local

Quando aplicado localmente e em concentrações adequadas, o ozônio interage com os componentes do tecido e produz uma resposta oxidativa controlada.

Potencial antimicrobiano

O ozônio apresenta propriedades antimicrobianas que podem ser aproveitadas em aplicações específicas de limpeza e assepsia.

Apoio ao cuidado dos tecidos

Em algumas situações, pode integrar o planejamento como recurso auxiliar no cuidado e no processo de reparo tecidual.

Essas respostas dependem da concentração, do tempo de exposição, da forma de aplicação e das características do paciente.

Indicações

Quais as principais indicações?

A indicação exige conformidade tanto com a área de atuação do profissional quanto com as finalidades específicas aprovadas para o equipamento utilizado.

De acordo com a atualização publicada pela Anvisa em julho de 2026 (Nota Técnica nº 41/2026), as aplicações previstas para dispositivos emissores de ozônio incluem:

  • Auxílio à limpeza e à assepsia da pele por meio de vapor de água com ozônio
  • Recurso adjuvante no tratamento de feridas ulceradas em pé diabético
  • Recurso adjuvante no cuidado de feridas infecciosas agudas
  • Aplicações odontológicas específicas, realizadas por profissionais da área

Nas indicações relacionadas a feridas, a aplicação recomendada é local, por meio de bolsa ("bag"), em pessoas maiores de 18 anos, como complemento ao tratamento principal e após avaliação médica.

Cada equipamento precisa ser regularizado especificamente para a finalidade pretendida. A relação atualizada está na Nota Técnica nº 41/2026 da Anvisa, que substituiu a Nota Técnica nº 43/2022 (fonte: Conselho Federal de Farmácia).

Como funciona

Como funciona o tratamento?

Cada atendimento segue uma sequência cuidadosa, desde a avaliação inicial até o acompanhamento da evolução.

01

Avaliação individual

São analisados o histórico de saúde, a condição dos tecidos, a queixa apresentada e os tratamentos já realizados.

02

Confirmação da indicação

O profissional verifica se a ozonioterapia é adequada ao caso, respeitando as necessidades do paciente, sua área de atuação e as restrições autorizadas para o equipamento.

03

Definição do protocolo

A forma de aplicação, a concentração e o tempo de exposição são definidos de acordo com a finalidade específica do tratamento e as características individuais.

04

Aplicação controlada

O procedimento é realizado em ambiente adequado, com equipamento regularizado e medidas específicas de segurança.

05

Acompanhamento da evolução

A resposta ao tratamento é observada ao longo das sessões. Quando necessário, o planejamento é ajustado ou o paciente é encaminhado para avaliação complementar.

Segurança

Segurança em primeiro lugar

O ozônio medicinal não deve ser utilizado de forma improvisada. Por sua capacidade oxidante, a exposição inadequada pode provocar efeitos indesejáveis. Para uma aplicação responsável, é necessário:

  • Utilização de equipamento regularizado pela Anvisa
  • Respeito às instruções do fabricante
  • Atuação dentro das indicações aprovadas
  • Utilização de materiais compatíveis com o ozônio
  • Prevenção do escape e da inalação de gás
  • Manutenção de ventilação e segurança no ambiente
  • Realização de avaliação individual
  • Registro do protocolo e acompanhamento da evolução

O ozônio não deve ser inalado. A exposição respiratória pode irritar olhos, garganta e vias aéreas.

Habilitação profissional

Ozonioterapia na Fisioterapia

O COFFITO autoriza que fisioterapeutas utilizem e prescrevam a ozonioterapia dentro do âmbito de suas respectivas práticas profissionais.

Isso não significa que todas as formas de aplicação ou todas as condições de saúde estejam automaticamente autorizadas. A atuação permanece vinculada ao diagnóstico fisioterapêutico, às competências profissionais e às restrições aprovadas para o equipamento.

O posicionamento pode ser consultado no Acórdão COFFITO nº 561/2022.

Comunicação responsável

O que não anunciamos nesta página

Para manter a comunicação alinhada às normas sanitárias e à evidência disponível, evitamos afirmações como:

  • "Elimina toxinas do organismo"
  • "Fortalece a imunidade"
  • "Trata mais de 200 doenças"
  • "Cura infecções"
  • "Substitui antibióticos"
  • "Promove o emagrecimento"
  • "Elimina gordura localizada"
  • "Trata celulite"
  • "Rejuvenesce todo o organismo"
  • "Não possui contraindicações"
  • "É totalmente livre de riscos"

Também não anunciamos aplicações injetáveis, sistêmicas ou estéticas específicas sem confirmar se constam expressamente nas instruções de uso do equipamento regularizado.

Perguntas frequentes

Antes de agendar, tire suas dúvidas

Ozonioterapia é um tratamento principal?

Não. A legislação brasileira define a ozonioterapia como procedimento de caráter complementar. Ela não substitui o tratamento principal indicado para cada condição.

O ozônio utilizado é o mesmo presente na atmosfera?

A molécula é a mesma, mas o ozônio medicinal é produzido por equipamento específico a partir de oxigênio e utilizado em concentrações controladas.

O ozônio pode ser inalado?

Não. A inalação de ozônio pode irritar e lesionar as vias respiratórias. O ambiente e a técnica precisam evitar sua dispersão no ar.

A ozonioterapia trata qualquer condição?

Não. A indicação depende das evidências disponíveis, da área de atuação profissional e das finalidades aprovadas para cada equipamento.

É necessário ter equipamento registrado?

Sim. A legislação exige a utilização de equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Anvisa.

Quantas sessões são possíveis?

A quantidade depende da resposta individual e do tratamento principal ao qual a ozonioterapia será associada.

Existem contraindicações?

Sim. As contraindicações e limitações dependem da condição clínica, da forma de aplicação e das instruções do equipamento. Por isso, é necessária avaliação antes do procedimento.

Pode ser utilizada em feridas?

A Anvisa reconhece determinadas aplicações adjuvantes em feridas ulceradas de pé diabético e feridas infecciosas agudas, em adultos, por exposição local com bolsa. Esses casos exigem avaliação médica prévia e acompanhamento do tratamento principal.

Todo profissional de saúde pode realizar qualquer técnica?

Não. Além de ser profissional de nível superior, é necessário respeitar as normas do conselho profissional, a habilitação técnica e as indicações autorizadas para o equipamento.

Tecnologia aplicada com responsabilidade.

Mais importante que usar o ozônio é saber quando ele é indicado, o que está especificamente autorizado e como integrá-lo de maneira segura ao acompanhamento do paciente. Na Clínica Thiago Gusmão, a ozonioterapia é apresentada como recurso complementar, com avaliação individual, equipamentos regularizados e atuação dentro das competências profissionais.